Reprodução Humana

Inseminação Artificial X Fertilização In Vitro (FIV)


É  muito comum a confusão que os pacientes fazem da inseminação com a fertilização in vitro. Muitos pacientes ao entrarem em contato conosco para saber mais sobre o tratamento perguntam sobre a inseminação in vitro. E existem diferenças entre as duas técnicas e taxas de resultado também.

Inseminação Intrauterina (IUI)

A inseminação intrauterina (IUI) é uma técnica de média complexidade, em que a fertilização ocorre no próprio organismo, sem a necessidade de sedação da paciente. São utilizados protocolos simples e de baixo risco para estimulação ovariana, sendo mais fáceis de ser realizados pelo ginecologista geral. Essa técnica funciona da seguinte forma: é indicado a paciente um indutor ovulatório, ou seja, um remédio para ajudar a crescer os óvulos da paciente, formando, no máximo três folículos. No momento da ovulação, o sêmen é coletado, preparado e transferido para o interior do útero, onde os espermatozoides terão que chegar até as tubas uterinas, encontrar os óvulos e fertilizá-los, formando assim um embrião.

As indicações da inseminação intrauterina são:

  • falha em três a seis ciclos de coito programado;
  • fator cervical;
  • Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA);
  • endometriose mínima ou leve;
  • anovulação;
  • incapacidade de depositar o sêmen na vagina (hipospádia, ejaculação retrógrada, impotência neurológica);
  • alteração seminal leve.

Imagem Ilustrativa: Inseminação Intrauterina

Fertilização In Vitro

A Fertilização In Vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida mais avançada, e a que produz as melhores taxas de sucesso, quando comparada às técnicas de baixa e média complexidade, como o coito programado e a insemina ?ão intrauterina. 

Para se realizar este procedimento, a mulher deve receber diferentes tipos de medicamentos para estimulação ovariana, geralmente com maiores doses do que na baixa e média complexidade, para se obter um maior número de óvulos recrutados. Os folículos também têm seu crescimento acompanhado por ultrassonografia até que atinjam um diâmetro aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. Quando isso ocorre, a paciente recebe uma última medicação (hCG), que termina o amadurecimento dos óvulos. Em seguida, a paciente será preparada para a coleta dos óvulos, é necessário um jejum de 8 horas, e no momento da capação a bexiga deve estar vazia. Nesse caso, é necessário a sedação profunda da paciente, o Centro Cirúrgico contará com anestesista, a médica e um auxiliar. Por meio de uma agulha conectada ao transdutor do ultrassom transvaginal e acopladas a um sistema de aspiração é realizada a captação dos óvulos. 

Imagem ilustrativa: aspiração de um folículo

No laboratório, após a aspiração, os óvulos são separados, cultivados e classificados quanto à sua maturidade. Na maioria das vezes a coleta do espermatozoide é realizada por masturbação. O paciente é direcionado para uma sala de coleta, totalmente exclusiva para que tenha sua privacidade preservada. Após a coleta, o sêmen é deixado em um recipiente para posterior retirada pelo embriologista responsável. 

Após a captação dos óvulos e coleta dos espermatozoides, ambos são direcionados para o laboratório para preparo e submetidos ao processo de fertilização, que poderá ser realizada pela FIV clássica (quando se coloca os espermatozoides em contato com os óvulos e a fecundação ocorre naturalmente) ou pela ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide), que consiste na injeção de um espermatozoide dentro do óvulo. Após a FIV / ICSI os embriões serão formados e acompanhado o crescimento até o D 3 (3º dia de vida do embrião) ou até o D 5 (5º dia de vida ou fase de blastocistos). Os embriões são desenvolvidos e monitorados no laboratório. De dois a cinco dias após a fertilização são escolhidos os embriões de melhor qualidade, e assim o médico, o embriologista e o casal decidirão juntos quantos serão transferidos, todo o processo seguindo as regras da ética, de acordo com a idade e qualidade dos embriões.


No entanto, recomendamos que a melhor forma de saber o tratamento ideal é passar por uma consulta do casal com um especialista, onde será investigado a causa da infertilidade e definido o melhor tratamento, seja o de baixa, média ou de alta complexidade. 

Prezamos pelo bem-estar de nossos pacientes, estamos sempre dispostos a tirar suas dúvidas, ajuda-los a enfrentar esse período de descobertas e conquistas com auxílio da psicóloga e da especialista em reprodução assistida.