Reprodução Humana

DuoStim: novo protocolo para pacientes com baixa reserva ovariana


Em um tratamento de Fertilização In Vitro (FIV) utiliza-se a estimulação ovariana para obter um maior número possível de óvulos para serem fertilizados e formar pelo menos um embrião de boa qualidade, de preferência Blastocisto. O ideal é que a paciente tenha de 6 a 8 oócitos maduros para ter pelo menos um embrião de qualidade. Existem as pacientes que mesmo com as altas dosagens de medicamentos recrutam um número menor de folículos, denominamos de más-respondedoras, onde são coletados um número inferior a 4 óvulos.

Uma estratégia que pode ser abordada para estes casos é o duplo estímulo ou popularmente conhecido como Duo Stim. O Duo Stim consiste no duplo estímulo ovariano dentro do mesmo ciclo menstrual e coletas de óvulos sucessivas (duas coletas). O primeiro estímulo ocorre da forma tradicional de uma FIV, no início do ciclo menstrual. Já o segundo estímulo é realizado de 3 a 5 dias após a coleta dos óvulos, na fase pós-ovulatória (lútea) do mesmo ciclo de tratamento. Essa segunda coleta recruta os folículos que não estavam prontos para maturação no primeiro estímulo, possibilitando que amadureçam e, consequentemente, aumentando o número de óvulos coletados para a FIV. Com essa estratégia é possível formar um banco de óvulos no mesmo ciclo do tratamento, reduzir o tempo de espera entre um ciclo menstrual e outro para realizar um novo tratamento.

O Duo Stim aumenta as chances de sucesso?

Por ser um tratamento em que se utilizam duas coletas seguidas dentro de um mesmo ciclo, as chances de sucesso são maiores, devido ao maior número de óvulos coletados. A quantidade de óvulos coletados está diretamente relacionada com a quantidade de embriões. Quanto mais embriões de boa qualidade forem formados, maiores são as chances de implantação.

Vale ressaltar que todo tratamento deve ser analisado de forma individual, consulte um médico especialista em Reprodução Humana para que avalie qual a melhor conduta para o seu caso.