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Amor de mãe: avó dá à luz neto para realizar sonho de filha em Uberlândia

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Foi na tarde desta segunda-feira (9) que a enfermeira Thais Marina Soares pegou e sentiu o filho pela primeira vez. Durante 37 semanas, Rubens Soares de Carvalho foi gerado na barriga solidária da avó, já que a mãe precisou tirar o útero durante o tratamento de um câncer.

A história parece ficção e apesar de ser tema da novela “Amor de Mãe”, é real e foi contata pelo G1 há um mês.

A avó materna Tereza Aparecida Soares, de 58 anos, teve parto cesariano às 13h45. Rubens nasceu com oito meses de gestação, pesando 3.675 quilos e medindo 51 centímetros. Thais contou que a mãe/avó passa bem e relatou sobre a emoção do primeiro encontro.

“Eu fiquei anestesiada! Não sei explicar direito como me sinto. Mas é uma mistura de alegria e alívio por ter dado tudo certo. É uma vontade de olhar ele todinho, decorar todas as características dele... e muito feliz”.

A enfermeira, de 33 anos, contou na hora do parto foi ela quem segurou a mão da mãe. O marido, Leandro Junior de Carvalho, preferiu aguardar no berçário. “Tivemos a mesma reação ao pegar ele no colo”.

Para amamentar o pequeno Rubens, Thais fez tratamento e tomou medicamentos com a orientação do obstetra. “Vamos tentar e vai dar certo”, afirmou. Na última entrevista, ela havia contado que a avó deverá tirar leite para dar ao neto e também, se necessário, vão complementar com leites formulados.

Na manhã desta terça-feira (10), ela contou que passou a primeira noite no hospital com a mãe e o filho, e que todos devem ir para a casa na quarta.

“O que vai mudar é que agora nós temos alguém para amar incondicionalmente, para cuidarmos, para nós motivar a ser cada vez melhor para ser exemplo. Temos mais motivos para sermos felizes e sonhar ainda mais”, finalizou.

Gravidez de risco

A dona de casa Tereza Aparecida Soares tem 58 anos e a gravidez foi acompanhada pelo médico Welington Ued Naves, que é especialista em Medicina Fetal e Gestação de Alto Risco.

Ele explicou que, pela idade, condições clínicas devido à hipertensão e a fertilização in vitro da paciente, foi uma gravidez de alto risco.

“A Terezinha foi uma gestante exemplar, sempre disposta e seguindo à risca as orientações. Durante a evolução da gestação apresentou um quadro de diabetes gestacional que ela também encarou, mesmo com algumas restrições alimentares”, disse.

O médico contou que, mesmo com o número de consultas maior que o habitual, Tereza esteve sempre disposta.

“É uma inspiração para todos nós! Isso deve servir de exemplo para outras pessoas com condições semelhantes à Thais, para que não desistam do sonho da maternidade”, destacou.

Barriga solidária

Há exatamente um mês do nascimento de Rubens, o G1?contou a história da filha Thais Marina Soares e da mãe Tereza Aparecida Soares.

Em 2009, a enfermeira descobriu que tinha um câncer e durante dez meses passou por tratamento com apoio da família e amigos, mas principalmente da mãe.

“Quando descobrimos o tumor no colo do útero não dava mais tempo de fazer nada, tive que tirar o útero, mas o médico deixou o ovário para eu não entrar em menopausa”, contou Thais, que na época tinha 22 anos e estava no último ano da faculdade.

A mãe desabafou que foram dias difíceis, já que o tratamento da filha foi muito forte. "Passávamos até 20 dias no hospital depois da quimioterapia e eu ficava o tempo inteiro do lado dela”, relembrou a dona de casa Tereza.

Logo após o casamento, Thais e Leandro já pensaram na adoção. Ela contou que procurou saber como era o processo para entrar na fila, que durou quase dois anos.

Gravidez

Com o passar dos anos, a enfermeira começou a mudar de ideia e idealizar o fato de outra pessoa gerar o filho dela. Ela contou ao G1 que, a princípio, o médico sugeriu a gestação na irmã mais nova.

“Mas ela estava se casando, eu não queria forçar a barra. Então pensei em minha mãe, que é uma mulher muito forte. Não tinha como ser outra pessoa. A maneira como ela lida com os problemas é diferente”, falou Thais.

Tereza, que antes adorava comer sanduíche e tomar café, iniciou uma dieta e pilates. Perdeu 12 quilos em três meses. “Meu marido falou que a decisão que eu tomasse ele apoiaria. Não tive medo por ser gravidez de risco”, contou.

O processo de inseminação ocorreu por duas vezes e, na segunda tentativa, em julho de 2019, o resultado foi positivo.

“Quando vi que deu positivo, levei para minha mãe e falei ‘olha o que deu’, mas ela não conseguia enxergar o resultado. Foi quando contei que deu certo. Minha mãe foi até o quarto e me entregou um escapulário com a oração do Santo Anjo, dizendo que era o primeiro presente do neto”, relembrou.

Thais contou que, quando olha para trás e relembra tudo o que viveu, não teme em dizer que “era pra ser assim”. A palavra desistir não faz parte da vida dessa mãe, que deixou um recado para outras mulheres.

“Não poder engravidar não é sinônimo de não ter filhos. Existem muitas possibilidades, temos que ter fé e correr atrás, seja com barriga solidária, adoção ou tratamentos”, reforçou.

Novela 'Amor de mãe'

A história vivida por Thais, Tereza e Leandro, ao ter uma barriga solidária da própria avó, é retratada nos capítulos da novela Amor de Mãe.

Na trama, Camila (Jéssica Ellen) estava grávida de Danilo (Chay Suede), mas perdeu o bebê e teve que tirar o útero. Mas o sonho Thelma (Adriana Esteves) sempre foi ser avó.

Diante da situação, ela descobriu a possibilidade em ser uma barriga solidária. O casal, a princípio, demonstrou resistência a ideia, que segundo a personagem, "é mais comum do que se imagina". Depois,toparam a proposta. Nesta semana, o bebê nasceu.

Fonte:?

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